A psicologia social deve ser entendida num contexto histórico, iniciando-se na década de 1950, na tentativa de interferir nas relações grupais, para uma melhor produtividade dos grupos (ANDREY. et al, 2012)1.
A psicologia social se dá na interação do individuo com as outras pessoas. Através do convívio com os semelhantes, faz-se surgir a interação numa relação de dependência e interdependência. Esses comportamentos são estabelecidos entre duas pessoas ou mais, podendo ser de forma direta ou indireta, como acontece através da mídia, como campanha, propaganda, etc.
Desse modo, a psicologia social estuda os fenômenos sociais do comportamento e da cognição das pessoas referentes de sua interação com o outro, usando um método científico. O dinamismo da personalidade individual se caracteriza por estímulos sociais, e variáveis situacionais, gerando, assim, determinado comportamento na interação de uma pessoa com um grupo e seus processos cognitivos pela interação social.
A instituição familiar é representada pela ideologia como sendo algo natural e imutável. A família é de grande importância para a sociedade, se dando de forma harmoniosa e auto revelador, tendo por função desenvolver regras de valores e papéis, tornando-se universal e imutável, representando um modelo ideal burguês de família. (ANDREY. et al, 2012)2
Com base nestes contextos, importantes elementos surgiram no panorama social, e a família não se mantém imune a estas influências, hoje pode-se questionar qual a consequência para a vida familiar, com o ingresso maciço das mulheres nas universidades e no mercado de trabalho.
A partir desses questionamentos pretende-se ao longo do desenvolvimento desse trabalho, organizar e dimensionar a questão da violência contra a mulher, visando compreender aspectos sociais, bem como as bases legais que resguardam as mulheres em situação de risco.